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História
do Brasil, tráfico de mulheres, Glauber Rocha,
um ônibus pegando fogo, um sargento gay. Esses
são só alguns dos elementos presentes
em ‘O Céu de Anastácia’,
o quinto álbum de estúdio de Marli.
Mais
do que uma simples coleção de faixas originais,
‘O Céu de Anastácia’
é uma epopeia musical que conta a história
de um país esquecido, através do ponto
de vista da personagem-título. "Anastácia
pode ser uma escrava, pode ser eu, você, ou pode
ser esse pedaço de terra que chamamos de Brasil",
explica Marli.
Cada
música no álbum representa um estado brasileiro,
e os estados, representados por estrelas, formam as
constelações que compõem o céu
do título. "Estamos vivendo tempos difíceis,
de busca por soluções. E eu senti a necessidade
de voltar a um passado distante, onde ainda não
existiam mapas, para acompanhar essa história
com os olhos de testemunhas que estão aí
há muito mais tempo que nós: as estrelas."
O
disco foi todo gravado em Feira de Santana, com a produção
a cargo de Witched. Despindo-se dos
arranjos eletrônicos e minimalistas que permearam
seu álbum anterior, ‘Colostro’
(2005), Marli incorpora em ‘O Céu
de Anastácia’ instrumentos acústicos
como piano, violões e flautas para capturar o
clima árido e térreo da narrativa. Pianos
elétricos, guitarras e arranjos de cordas complementam
a rica sonoridade do disco.
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